Nilo Procópio Peçanha

NILO PROCÓPIO PEÇANHA

Nilo Procópio Peçanha nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 2 de outubro de 1867. Faleceu em 1924, no Rio de Janeiro, afastado da vida política, e foi sepultado no Cemitério de São João Batista.

Era filho de uma família simples ligada ao campo, em um sítio, no atual distrito de Morro do Coco. A família se mudou para o centro da cidade quando Nilo Peçanha chegou à idade escolar. Seu pai era conhecido na cidade como “Sebastião da Padaria”, e o garoto Nilo trabalhava com ele na padaria.

Nilo tinha a pele mulata, o que lhe causou uma série de situações desconfortáveis; comenta-se inclusive que, como presidente, suas fotos oficiais eram retocadas para fazê-lo parecer dono de uma pele mais clara. Frequentemente foi ridicularizado na imprensa, em charges e anedotas, que se referiam à cor da sua pele.

Iniciou seus estudos de formação superior na Faculdade de Direito de São Paulo, mas formou-se na Faculdade de Direito de Recife, em 1887, onde abriu um escritório de advocacia. Pouco tempo depois, retornou a sua cidade natal e foi um dos fundadores do Clube Republicano, o que o impulsionou para a carreira política. Participou das campanhas abolicionista e republicana.

Nilo Peçanha foi o 7º presidente do Brasil; um presidente fluminense entre a Política do Café com Leite, por ocasião da morte do presidente Afonso Pena, em 1909 e, completou o mandato presidencial entre 1909 e 1910.

Durante o governo provisório de Deodoro da Fonseca, foi um dos deputados constituintes. Foi também governador e senador pelo estado do Rio de Janeiro em 1903. Na ocasião da formulação do Convênio de Taubaté, Nilo Peçanha foi um dos signatários.

No exercício da função, Nilo Peçanha promoveu marcantes medidas para o país. Foi o responsável por restabelecer os ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio, com a criação do Serviço de Proteção ao Índio, seguindo sugestão daquele que seria o primeiro diretor da entidade, o tenente-coronel Cândido Rondon, e também inaugurou e fez desenvolver o Ensino Técnico no Brasil.

Foi maçom e grão-mestre do Grande Oriente do Brasil. Mudou- se para a Europa, onde viveu entre 1910 e 1912. Seu retorno se deu em função de assumir o posto, mais uma vez, de senador do estado do Rio de Janeiro. Em 1914, foi eleito governador do Rio de Janeiro, mas não chegou a cumprir todo o mandato, pois foi nomeado para o Ministério das Relações Exteriores em 191em