Tomás José Coelho de Almeida

TOMáS JOSÉ COELHO DE ALMEIDA

Tomás José Coelho de Almeida nasceu em Campos, mas fez seus estudos de humanidades em Petrópolis. Matriculou-se logo após na Faculdade de Direito de São Paulo, recebendo o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais em 1861. Regressou a Campos, onde abriu seu escritório de advocacia. Exerceu aqui diversos cargos. Foi delegado de polícia, promotor público, juiz municipal, vereador e presidente da Câmara.

Fundou a Associação dos Voluntários da Pátria, na ocasião da Guerra do Paraguai. Fundou também o Banco Comercial Hipotecário de Campos, sendo seu primeiro presidente, e exerceu mandato até ser convidado para o Conselho da Coroa. Por essa ocasião, foi eleito deputado à Assembleia legislativa da Província, e depois deputado geral pela Província do Rio de Janeiro, reeleito em legislaturas sucessivas.

Foi ministro da Agricultura Comércio e Obras Públicas no gabinete presidido pelo Duque de Caxias. No penúltimo ministério organizado na monarquia, sob a responsabilidade de João Alfredo, que esteve no poder de 1888 a 1889, foi entregue a Tomás Coelho a pasta da Guerra.

Obedecendo embora aos impulsos do seu espírito conservador por cujo partido optou, Tomás Coelho revelou sempre um coração aberto aos ideais de libertação, que foram precisamente o estigma marcante do seu nobre caráter.

Foi precisamente em sua gestão que se verificou um episódio que fez estremecer a autoridade constituída, e que teve por protagonista um outro fluminense, Euclides da Cunha. O seu principal ato como ministro da Guerra foi a criação do Colégio Militar, que no cenário do seu nascimento prestou-lhe grandes homenagens.

Com a queda do ministério, voltou a sua cadeira de senador, para a qual fora o mais votado em lista tríplice. Com a Proclamação da República, foi eleito diretor do Banco do Brasil, cargo este que conservou até o dia de seu falecimento, a 10 de setembro de 1895. (Paes, 2009. ACL)